quarta-feira, 25 de março de 2015

Organização de intercâmbios promove palestra na Biblioteca Central

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) sedia, nesta quinta-feira, 26, a 2ª edição da palestra “5 em 50”, realizada pela organização estudantil de intercâmbios culturais e sociais AIESEC. O evento acontece às 18h, no Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM).

Durante a palestra, cinco estudantes que fizeram intercâmbio por meio da AIESEC contarão, cada um em 10 minutos, as suas experiências vividas por meio do projeto Cidadão Global, intercâmbio social e voluntário realizado pela AIESEC em parceria com organizações, instituições e empresas ao redor do mundo. Os países da 2ª edição desse projeto foram: Romênia, Índia, Colômbia, Hungria e México

A AIESEC é uma organização sem fins lucrativos, gerida por jovens, existente desde 1946, com sede em Rotterdam, na Holanda, e que atualmente está presente em 125 países e territórios. A sigla faz referência ao nome original da organização (Associação Internacional de Estudantes em Ciências Econômicas e Sociais), que deixou de ser utilizado por extenso, devido ao fato dos membros atualmente também pertencerem a outras áreas do conhecimento.

O projeto Cidadão Global é caracterizado como intercâmbio de curta duração, de 6 a 12 semanas, no qual o intercambista desenvolve habilidades e competências referentes à sua vida pessoal, acadêmica e profissional. O intercâmbio pode ser realizado por universitários e recém-graduados, entre 18 e 30 anos, e ter como destino a América Latina, Leste Europeu, Ásia e África.

Para participar do evento e conhecer mais sobre essas histórias, é necessário realizar a inscrição antecipada no formulário disponível na Fanpage da AIESEC Natal,por meio do link: https://www.facebook.com/aiesecnatal?ref=ts&fref=ts.

Mais informações também podem ser encontradas no site oficial da organização:  http://www.aiesec.org.br/home-template/.
Por Agência de Comunicação da UFRN - AGECOM

Projeto leva leitura terapêutica a pacientes do Walfredo Gurgel

Diminuir a ansiedade e a angústia comuns a pacientes internados por longos períodos, por meio da leitura. Este é o objetivo do Projeto Leitores Terapêuticos, realizado pelo Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), em parceria com a Escola de Enfermagem de Natal da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Semanalmente, às terças e quintas-feiras, a partir das 14h, os pacientes do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) são beneficiados com a leitura de cordéis, poemas, contos e crônicas. Segundo a professora do curso de Tecnologia em Gestão Hospitalar da UFRN, Pétala Salvador, “a leitura terapêutica é uma ferramenta de escape forte, que proporciona reflexão, diminuindo a ansiedade e a depressão”.
A professora diz que a ideia do projeto partiu dos próprios funcionários do CTQ. Para realizar o trabalho, duas equipes atuam em conjunto: uma multidisciplinar, estruturada com servidores do CTQ (fisioterapeuta, fonoaudióloga, psicóloga, terapeuta ocupacional e enfermeira) e outra com 15 alunos e três professores da Escola de Enfermagem (que se alternam a cada encontro em equipes com três alunos e um professor).
Nesta semana mais duas atividades serão acrescentadas ao projeto. A primeira, a partir desta terça-feira (24), é a roda de leitura. Pacientes em círculo (através de desenhos, do canto, da narração de um filme ou de qualquer outra forma pela qual eles se sintam mais confortáveis para se expressar) explicarão como as histórias lidas foram entendidas e o que significaram para eles. E, a partir da quinta-feira (26), acontecerá o “dia da novidade”, quando os participantes falarão sobre o que aconteceu de novo, de bom, nos sete dias anteriores.
Como a proposta do trabalho também é a inclusão social, os pacientes que porventura não possam se ausentar do leito não deixarão de participar do projeto, contando com a leitura e a discussão da compreensão individualmente. 
Para estruturar o projeto, Pétala Salvador conta que foi feita uma avaliação preliminar por parte dos pacientes que teriam interesse em participar. Ela conta que neste primeiro contato a recepção já foi bastante satisfatória. Interagindo com a equipe, os pacientes fizeram solicitações interessantes como não só ouvir histórias, poemas ou contos, mas também ficar sabendo o que está acontecendo fora do hospital. A professora acrescenta que outra proposta do trabalho “é proporcionar aos alunos uma visão mais integral do cuidado, levando a um envolvimento maior com o usuário”.


-- Fonte ASCOM/SESAP/RN

domingo, 22 de março de 2015

Projeto Cine CCSA apresenta filmes inéditos e debate com produtores

O Projeto Ciclo de Cinema Social Aplicado (CineCCSA) inicia a partir do dia 25 de março a programação da mostra de filmes do primeiro semestre de 2015 com o lançamento do documentário “Fronteira”, do diretor Carito Cavalcanti, e exibição do filme “Só dez por cento é mentira”, de Pedro Cezar. As seções acontecem sempre às 17h no Auditório do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Ciências Sociais Aplicadas (NEPSA) e são gratuitas.
A agenda do projeto inclui dez filmes entre documentários, dramas e vídeos experimentais, sendo cinco deles realizados por produtores do Rio Grande do Norte. Os demais são produções de outros estados ou internacionais.
Esta é a primeira vez que o projeto inclui filmes potiguares na programação, como destaca Renato Maia, coordenador do projeto: “A ideia surgiu quando percebemos que não existem espaços para difusão do material, principalmente estrutura razoável, e decidimos criar um espaço de exibição das produções locais e debate com os diretores”, destaca.
A mostra segue no dia 8 de abril com a exibição de “Sêo Inácio” (ou “O cinema do imaginário”), de Hélio Ronyvon, e o lançamento do filme “Tão Longe é aqui”, de Eliza Capai. No dia 29 do mesmo mês, acontece o lançamento do curta de ficção “Os animais têm razão”, de Alexandre Santos e Dayana Oliveira, além da exibição de “Escolarizando o mundo”, de Carol Black.
Em 20 de maio, serão exibidos “Três vezes Maria”, de Márcia Lohss, e Homosapiens 1900, de Peter Cohen. A programação se encerra no dia 17 de junho com exibição dos filmes “Sailor”, do diretor Victor Ciriaco, e “Como diz a bíblia”, de Daniel Karslake.
Outras informações podem ser consultadas no site www.ccsa.ufrn.br/cinema ou pelo e-mail: renatoxmaia@gmail.com.
Fronteira
O primeiro filme da mostra é uma produção experimental, uma mistura de documentário com ficção, realizado em um pequeno road-movie existencialista. Conta a história de um ator e dramaturgo que sai de carro com um cineasta até uma região de fronteira em busca de um filme.
Nessa aventura ele reflete sobre várias questões da vida e da arte. O filme usa linguagem poética, metalinguagem e brinca por estar na fronteira entre várias gêneros.
Por Agência de Comunicação da UFRN - AGECOM

sábado, 21 de março de 2015

Trabalho penoso é abordado em dissertação de mestrado

Foto: SRI/Clodoaldo Caetité

Legenda da foto: Da esquerda p/direita, Gilmar Trivelato, Eduardo Garcia Garcia, Verônica Oliveira, Guilherme Feliciano e Eduardo Algranti.



Verônica Guilherme Oliveira, aluna da Pós-Graduação da Fundacentro aponta em sua pesquisa os acórdãos do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região sobre o trabalho penoso

No dia 16/03, ocorreu a defesa da aluna Verônica Guilherme Ancelmo de Oliveira que abordou “O Trabalho Penoso sob a Ótica do Judiciário Trabalhista de São Paulo, no âmbito do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, no período de 2011 a 2013”.
O pesquisador da Fundacentro de São Paulo, Eduardo Garcia Garcia foi o orientador e como coorientador Eduardo Algranti, médico pneumologista também da instituição. A banca foi composta pelo professor e o doutor, Guilherme Guimarães Feliciano, do Departamento de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e pelo pesquisador Gilmar da Cunha Trivelato, da Fundacentro de São Paulo.
Verônica Oliveira comenta que o trabalho penoso é definido como condições inadequadas do ambiente laboral em que o trabalhador esta inserido, sobretudo, que possa gerar agravos à saúde física e psicológica. Historicamente a questão foi tratada por meio da Lei Orgânica da Previdência Social nº 3.807, de 26 de agosto de 1960, sendo revogada em 08 de junho de 1973 pela Lei nº 5.890. O escopo dessas leis traz o benefício previdenciário para assegurar a saúde física e mental do trabalhador e a aposentadoria especial nos casos em que o trabalho apresente penosidade.
Vale ressaltar que também nessa aposentadoria conta-se o tempo de contribuição, contudo, o tempo é reduzido se comparado à aposentadoria comum (30 a 35 anos). Na aposentadoria especial, de acordo com cada caso, os trabalhadores podem aposentar aos 15, 20 ou 25 anos de atividade insalubre, penosa ou perigosa.
A mestre destaca os trabalhos considerados atividades penosas, os quais compreendem esforço físico intenso e repetitivos, posturas incomodas e fatigantes, demasiada atenção ou concentração, rotatividade de horários de sono, alimentação e sentinela, contato com o público que provoca desgaste psíquico e físico, confinamento ou isolamento, contato direito com substâncias, objetos ou situações repugnantes, entre outros. “Essas atividades podem acarretar problemas de saúde e não fundamentalmente doenças. São vários apontamentos sobre a questão do trabalho penoso. Os especialistas descrevem que em suma o trabalhador sofre, gerando insatisfação, desgaste físico ou sofrimento mental – ou os três concomitantemente”, diz Verônica.
Em sua dissertação, a aluna descreve que o trabalho penoso está previsto no artigo 7º, inciso XXII da Constituição Federal que prevê direitos aos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social.
“Até o momento a norma constitucional ainda não foi regulamentada. Por conta disso, permanece uma lacuna normativa que pode possibilitar várias interpretações sobre o entendimento do trabalho penoso. Ao mesmo tempo, dificulta a atuação do poder judiciário no julgamento de ações que possuam alegações de penosidade”, salienta Oliveira. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social;
A mestre atua como advogada em processos que tramitam em comarcas abrangidas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região e escolheu o tema porque sempre teve vontade de realizar uma pesquisa que envolvesse questões relacionadas à saúde do trabalhador. “O fato de não haver, até o presente momento, conceituação legal/normativa de penosidade despertou meu interesse e propiciou a realização de um trabalho na área de saúde e segurança no trabalho com uma abordagem jurídica”, enfatiza Verônica.
O recorte do trabalho foi observar como o judiciário trabalhista da 15ª Região entende por penosidade no trabalho e como isso é refletido nos seus acórdãos, o período da pesquisa foi de 2011 a 2013. “A pesquisa documental foi realizada em acórdãos que continham os descritores ‘penoso’, ‘penosidade’ ou ‘trabalho penoso’ constante na base de dados do Tribunal Regional do Trabalho, julgados no período referido”, comenta a mestre.
A advogada realizou o levantamento em 874 acórdãos, entretanto, 573 compuseram acórdãos que incluíam várias categorias e os resultados indicaram que a maior parte dos acórdãos pautados sob o âmbito do trabalho penoso, com maior porcentagem destina-se a jornada de trabalho que corresponde a 46,6% (267). As outras categorias foram intervalo para descanso previsto na norma regulamentadora 31, com 13,8% (79); adicionais de remuneração, com 13% (74); jornada noturna, com 11,2% (64), indenizações, com 9,2% (53); adicionais de penosidade, com 5,2% (30); rescisão contratual e outros assuntos, com 0,05% (3) cada um.
A mestre explana que a maior porcentagem refere-se a empresas relacionadas ao trabalho rural, com 57,3% (328 acórdãos) em regiões produtoras de cana-de-açúcar. “As decisões analisadas indicaram que o entendimento do poder judiciário acerca do trabalho penoso é muito amplo. Inclui desde características inerentes às atividades desenvolvidas pelo trabalhador, até formas adotadas para a organização do trabalho que possam causar agravos à sua saúde física e mental, assim como, suas repercussões nas relações sociais e econômicas do trabalhador”, relata Verônica.
Diante disso, mesmo sendo um direito constitucional aos trabalhadores, as decisões foram consideradas improcedentes porque no entendimento do judiciário ainda não existe regulamentação. A aluna relata que apenas um acórdão foi considerado procedente por se tratar de um trabalhador de 60 anos que carregava 200 kg, sendo avaliado penoso para o trabalhador idoso.
As análises com mais processos correspondem à região noroeste de São Paulo, já São Paulo e Baixada Santista não foram analisadas porque não fazem parte da jurisdição da 15ª Região. Com relação às atividades classificadas de acordo com o Código Nacional de Atividade (CNAE) das empresas partes dos processos analisados, com o maior percentual de 57,3% (328 acórdãos) esta o trabalho rural (lavouras de laranja e cana de açúcar, indústrias sucroalcooleiras e agroenergia; prestação de Serviços (exceto em bancos, financeiras e serviços de saúde) com 9,4% (54 acórdãos); trabalho para pessoas jurídicas de direito público (União, estados membro e municípios) representa 8,8% (50 acórdãos); indústria da transformação com 6,3% (36 acórdãos); entidades beneficentes/Associações/Fundações (exceto em serviços de saúde) com 3,8% (22 acórdãos); transportes (ferroviário, de pessoas, de cargas) com 6,3% (22 acórdãos); prestação de serviços bancários e em financeiras com 3,4% (19 acórdãos); saúde representa 2,5% (14 acórdãos); petrolíferas com 1,8% (10 acórdãos); comércio com 1,5% (9 acórdãos); frigoríficos perfaz 1% (6 acórdãos); construção civil ocupa 0,3% (2 acórdãos) e mineração com 0,1% (1 acórdão).
A advogada comenta que o mais difícil na pesquisa foi à adaptação à linguagem técnica específica da área de SST, por ser muito diferente daquela adotada nas pesquisas e estudos jurídicos. “O desenvolvimento do trabalho como um todo foi surpreendente. A minha visão acerca do tema mudou bastante. Posso dizer que antes da pesquisa minha visão era menos ampla. Estou trabalhando na redação de um artigo e a pesquisa do meu doutorado será voltada para questões que envolvam saúde e segurança no trabalho, mas sob a ótica do direito do trabalho”, salienta Verônica.
A Assessoria de Comunicação Social (ACS) da Fundacentro informará quando a dissertação estiver disponível para leitura no acervo da biblioteca da instituição.Por ACS/D.M.S/FUNDACENTRO

quinta-feira, 19 de março de 2015

Angola: Psicóloga apela às famílias a cultivar hábitos de Leitura

Em declarações à Angop, terça-feira, a margem do lançamento da obra acadêmica intitulada
 “Psicologia: Formação e Exercício Profissional em Angola" ”, da autoria do Docente Universitário
 João Saveia, Gabriela Silva considerou que a família, sendo uma instituição de ensino é fundamental 
que cultive o hábito de leitura, assim como crie um clima harmonioso no seio natural para o
 desenvolvimento cerebral, principalmente das crianças que são o futuro do país.
A obra acadêmica  “Psicologia” aborda as temáticas, "a formação e o exercício profissional do
 psicólogo em Angola", "a inserção do psicólogo no mercado do trabalho, "as competências 
profissionais do psicólogo", "comprometimento e o valor social atribuído a profissão", entre outros.
Afirmou que atualmente já existem muitos meios disponíveis como mediatecas, bibliotecas e livrarias
 em algumas cidades, onde o fluxo de leitores é maior por causa das maiores redes escolares,
 universidades e institutos superiores.
Acrescentou que nas décadas anteriores havia carência de material didático, por causa das 
tecnologias relacionadas as redes sociais (Internet), mas no contexto atual na falta de livros
 físicos, há material didático digital.
A psicóloga Gabriela Silva esclareceu que apesar de dificuldades financeiras por parte de algumas
 famílias para conseguir livros físicos, devem muito bem contar estória aos  menores antes de dormir, visando  transmitir valores morais.
"Há pessoas de nível socioeconômica muito bem posicionadas e que nunca se preocupam com a 
compra de livros para os filhos, netos e sobrinhos, o que considera ser uma pobreza mental", referiu.
Fonte portalangop

segunda-feira, 16 de março de 2015

Seminário do CCSA recebe submissão de trabalhos até domingo

Pesquisadores, professores e estudantes de qualquer instituição de ensino superior têm até o próximo domingo, dia 15, para enviar artigos e pôsteres para a XX Edição do Seminário de Pesquisa do CCSA. Servidores da UFRN também podem encaminhar propostas de minicursos e mesas-redondas para a programação do evento.

O Seminário será realizado de 4 a 8 de maio de 2015,  e reúne atividades de ensino, pesquisa e extensão nas áreas de Administração, Ciências Contábeis,  Direito, Economia, Serviço Social, Ciências da Informação/Biblioteconomia, Turismo e áreas afins, em 38 grupos de trabalho.

Informações e inscrições são feitas pelo site: www.seminario.ccsa.ufrn.br. Dúvidas podem ser esclarecidas na secretaria do seminário que funciona no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ciências Sociais Aplicadas (NEPSA) ou pelo: 3215-3863.
Por Agência de Comunicação da UFRN - AGECOM

sexta-feira, 13 de março de 2015

Mulher formada aos 65 anos conclui o mestrado em Kyoto aos 72


O dia 14 de março será mais uma data marcante para a história de vida de Megumi Murata, 72 anos, pois receberá seu certificado de mestrado. Em fevereiro, ela concluiu o curso de 2 anos de mestrado da Universidade de Arte & Design de Kyoto, apresentando uma tese sobre a cerimônia do chá.
Segundo entrevista concedida ao jornal Chunichi, “aprender coisas novas é muito divertido”, declara a farmacêutica que concluiu o curso superior na área com 65 anos, na Universidade de Kanazawa, na cidade onde mora, capital da província de Ishikawa. Chegou a ser professora nessa universidade depois de concluir um período de pesquisadora numa empresa farmacêutica.
Tem como hobby a cerimônia do chá, desde os 20 anos. Inclusive, tem classe para ensinar essa tradicional arte japonesa. “Sonhava em um dia poder pesquisar sobre culturas tradicionais”, conta. Apesar de aposentada, aos 65 anos, depois da formatura e com o certificado de farmacêutica em mãos, ela decidiu se empregar novamente. Trabalhando numa farmácia 3 vezes por semana e passados 5 anos, resolveu ser aluna novamente com 70 anos. Matriculou-se no curso de mestrado dessa universidade de Kyoto, modalidade EAD-ensino a distância. Apesar de estudar diariamente em casa usando seu computador, 1 vez ao mês tinha aula presencial na cidade de Kyoto.
Ela conta que tudo era novo na área das artes e foi quando se deparou com escritas antigas da linhagem Kaga sobre a cerimônia do chá, seu hobby e sonho de longos anos. Aprendeu, inclusive, a “decifrar” a escrita desses documentos antigos. “Os escritos antigos me remetiam àquelas épocas e isso inflava minha imaginação, fazendo meu coração pulsar forte”, conta.
Ela fala à repórter que quer continuar pesquisando sobre a linhagem Kaga mesmo depois de ter concluído o mestrado. “Tem muitas coisas que o mundo ainda não sabe e quero continuar aprendendo”, finaliza sorrindo, diz a matéria.
Por Anna Shudo/ipc digital